Por – Ataíde Santos

 

Faltam 115 dias para as eleições brasileiras (Se houver!). Nelas serão escolhidos: Presidente da república, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

É a chamada festa do povo. Dia em que em nome da democracia, todos os brasileiros são obrigados a votar. Democrático seria se o voto fosse facultativo,mas há quem ache que a abstenção seria muito alta e os eleitos teria fragilizadas suas representatividades, mas…

Desde 2018 que tem gente em campanha. O presidente da república, eleito nas eleições daquele ano, mesmo afirmando não acreditar na lisura das urnas eletrônicas e que a eleição foi fraudada,  não desceu mais do palanque. E a farra continua.

Na festa da democracia encontramos de tudo. Candidatos é o que não faltam. De esquerda, de direita, de centro, de lado, de banda, de cima, de baixo, de lado nenhum… Onde tiver uma brechinha… tem gente lá. Candidatos vão de um estado a outro em busca de um espaço onde possam se eleger, a qualquer cargo, desde que tenha uma teta onde possam “mamar”  ou se esconder da justiça. Mas,  mesmo na justiça tem aqueles que escondem aqueles que o escolheu e ou aos seus prepostos. É “deverasmente” uma festa da democracia; onde alguns fazem o que querem sem punição, outros, são punidos por, mesmo sem ter feito, serem  acusados de ter feito o que não fizeram. E a festa segue.

Candidatos são eleitos por razões diversas. Por ser ex-atleta, ex-ator, palhaço, por ser religioso… Tem ainda os que se elegem prometendo matar, e os que lograram êxito por se dizer honesto. Espere, honestidade não é a qualidade que todos deveriam ter e não apenas a bandeira de um ou outro? Tem até aquele que se elegeu dizendo ser… Rico. (eleitores acreditavam que o tal, por ser rico não precisaria roubar. Eleito, se roubou não se sabe ou se diz, mas que está cada vez mais rico, está). E ainda aquela mulher que votou pelo impeachment injusto da outra e que agora candidata, diz que “mulher vota em mulher”. Não podemos dizer que ela não votou na mulher, mesmo que seja para derrota-la. Se o exemplo for seguido…

E o eleitor hein? Continua acreditando no que fala o apresentador do Jornal Nacional, no que escreve o redator da Veja, da Folha de São Paulo, no que lê no “zap”, no “face” ou no que diz o dançarino do Tik Tok. – Pensar pra que? Se tem gente que faz isso por mim? – Não gosto de política nem a entendo, quero é votar logo e tirar essa obrigação de cima de mim.

Alguns eleitores creem naquele candidato que lhe afirma: –  Rapaz, se eu for eleito, o gabinete é nosso. Não terá assessor lá para impedir a entrada de ninguém pra falar comigo. Vou até mandar tirar a porta!. – E vota. E na volta… Dá com a cara na porta.

Mas é a festa da “democracia nacional” A festa onde todos participam, onde tem até shows de artista cujo cachê foi retirado da saúde e da educação do município. Cada  munícipe pagou pelo show. Tenha assistido ou não.

Mas entre votantes e votados, há pra todos os matizes, para todos os gostos. Como dito alhures: Tem pra sela e pra cangalha.