Leandro Grass defende unificação de benefícios sociais e renda complementar de até R$ 600, atrelada ao CadÚnico (foto: Nina Quintana)

O deputado distrital e pré-candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PV), anunciou que sua prioridade é o combate à miséria. A proposta é criar o Programa Renda Mínima Cidadã para unificar e ampliar os benefícios concedidos às famílias vulneráveis, com complemento de até R$ 600.

Uma das críticas feitas por Leandro Grass ao modelo de assistência social do atual governo é o fato de os benefícios não serem centralizados. “O usuário do Sistema Único de Assistência Social (Suas) já faz o registro no CadÚnico e deve comprovar a necessidade de receber o Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família), mas no DF ele ainda tem que ir ao CRAS para fazer e atualizar o cadastro a cada três meses, sendo humilhado em filas na madrugada, como temos visto”, evidencia.

Segundo Grass, o Renda Mínima Cidadã será atrelado ao cadastro nacional, o CadÚnico. Além disso, o programa deve restabelecer as chamadas contrapartidas sociais. “O beneficiado tem que ter o filho matriculado na escola e com a carteira de vacinação em dia. A grávida, com acompanhamento de pré-natal, por exemplo”, explica o pré-candidato.

O parlamentar destaca que é importante garantir a promoção social dos beneficiados. “A gente precisa inserir essas pessoas em programas de acesso ao emprego, de forma que em algum momento elas tenham a autonomia necessária e não precisem mais de programa social”, argumentou. “Para isso que serve a assistência, amparar os desamparados e vulneráveis e tirá-los dessas condições.”

Agilidade

O Programa Renda Mínima Cidadã, de acordo com Leandro Grass, será criado por meio de projeto enviado à Câmara Legislativa já no primeiro semestre de um eventual governo. “Estamos fazendo estudos técnicos para definir melhor os parâmetros, mas pode ser um auxílio entre R$ 400 e R$ 600 a ser resolvido o quanto antes, para darmos socorro a tantas pessoas que passam fome no DF “, explica.

“A assistência é um direito previsto na Construção e deve ser política pública. Não é um favor, uma caridade, como o governo Ibaneis fez. Nem deve ser feita com populismo, dando migalhas para a população.”