Hospital em Santo André (SP) em meio à pandemia de coronavírus 07/04/2021REUTERS/Amanda Perobelli (Foto: Reuters)

Festas de fim de ano, aglomerações e descaso causaram nova onda de contágio no Brasil

 

247 – Os prontos-socorros estão lotados e há cada vez mais pacientes com síndromes respiratórias agudas graves, causadas sobretudo pela expansão da variante ômicron. Essa explosão de casos foi causada pelas festas de fim de ano, aglomerações e pelo relaxamento das medidas sanitárias. “O hospital HCor, de SP, registrou na terça-feira (4) o maior volume de atendimentos no pronto-socorro de sua história. De 388 pacientes que buscaram ajuda, 252 tinham quadro de síndrome gripal. O hospital diz que os atendimentos não param de crescer, dia após dia. Na quarta-feira anterior (29), o número de pacientes foi de 153”, informa a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna. “O perfil epidemiológico dos casos se inverteu: se em 22 de dezembro o vírus influenza H3N2 era responsável por cerca de 40% do atendimento, enquanto a Covid-19 se mantinha abaixo dos 10%, nos últimos dois dias o índice de infectados pelo coronavírus chegou a 43%”, acrescenta.

“O quadro alarmante se repete em outros hospitais privados da capital paulista —assim como a predominância do coronavírus sobre o vírus influenza. Os casos confirmados de Covid-19 no Hospital Israelita Albert Einstein saltaram de 1.665, entre 19 e 25 de dezembro, para 2.697 até 1º de janeiro. Já os diagnósticos de gripe caíram de 2.781 para 1.450. No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o volume diário de pacientes com sintomas respiratórios no pronto atendimento quadruplicou, quando comparadas a primeira e a última semana de dezembro”, escreve ainda a jornalista.