Por – Ataíde Santos

 

Que o Brasil está sem comando, é notório. E como dizem: “Em casa que não tem gato, rato faz festa”.

Se antes a palavra levada ao público passava pelo crivo de redatores nas diversas redações de jornais, rádio, revistas e tevês, hoje não mais.

A internet nos trouxe instrumentos de onde podemos falar com quem e o que quiser. Mas não tanto. Monark que o diga.

O jovem que de posse de um microfone achou que tudo podia, viu que não era bem assim a história, sente na pele que no Brasil de Bolsonaro, por incrível que pareça, ainda existe um limite para a arbitrariedade. Mesmo que  esse limite não esteja claro quando vemos figuras como as do clã Bolsonaro, Dallagnol, Moro, Malafaia  e assemelhados desfilando tão despreocupados pelas ruas e avenidas da nação , e fora dela também, quando deveriam estar privados do convívio social por todo mal que lhe fez e faz.

Conseguiu o comunicador Monark (ou ex ?) cair em desgraça em questão de horas   e ainda levar consigo, “de quebra” um deputado federal, Kim Kataguiri. E ainda mais: Conseguiu tirar de cima das dezenas de volumes que compõem o relatório da CPI,o Senhor Augusto Aras, procurador ( que não vinha procurando) Geral da República. Sim, se há meses o PGR  não se move contra autoridades, agora em questão de horas fez o que deve fazer um procurador, e mandou investigar os dois que defenderam o “nazismo”.

Ficamos satisfeitos, ao menos por enquanto, com o rumo que essa história de apologia ao que de mais repulsivo existiu e insiste em querer voltar a nossa sociedade: o Nazismo. Devemos dizer não com toda força de nossas almas a tudo que possa representar qualquer traço que nos lembre de  Hitler e tudo que provocou em nossa história.

Mas, respeitadas as devidas proporções, não podemos de forma alguma nos esquecer de  que de forma não tão velada, desde há poucos anos, sob o manto “atiradores esportivo” brasileiros estão se armando. E isso de forma legal, como aconteceu nesta semana quando a CLDF derrubou o veto a lei que autoriza o livre trânsito de atiradores esportivos com suas armas, desde que filiados a entidade esportiva.

A Jornalista Helena Chagas em sua coluna de ontem (09/02) chama a atenção das autoridades afirmando que Jair Bolsonaro está criando sua “milícia eleitoral”. E está certa. Mas não só Bolsonaro.

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), que assumiu a presidência da  Frente Parlamentar Evangélica nesta quarta (9). “Da igreja do pastor Silas Malafaia, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou apoio maciço a Bolsonaro”. Ora, só apoiamos a quem nos assemelhamos em pensamentos e atitudes. Uma bíblia em baixo do braço, não dá caráter a ninguém, não é Silas Malafaia? – Por falar nisso: Vocês viram o Magno Malta “chorando” na inauguração de nada, que Bolsonaro foi fazer no Ceará dizendo que “Deus tirou Bolsonaro dos braços da morte” para a missão de levar água ao nordeste? Ridículo!  Isso  tudo do meio evangélico é muito perigoso porque podemos estar criando o nosso Talebã. Muito cuidado nessa hora.

“Toda caminhada se inicia com um primeiro passo”, diz a sabedoria, que também afirma: “O mal se corta pela raiz”.