Por Ataíde Santos

 

Confesso em segredo para você caro leitor e para a torcida do flamengo: estou à beira de um ataque de nervos.

Desde aquele fatídico junho/ ”não é pelo 20 centavos”, que não existe mais um dia que se diga: Hoje não houve nada na política que não me tenha provocado  ânsia de vômito.

Custa-me muito, abrir sites e ou jornais e vê a cara de Bolsonaro e família sem me revirar o estômago. Olhar a cara de cinismo da “famíglia” “detona” minha gastrite que de há muito deve ter se transformado em úlcera. Falo deve, porque já não confio em médicos. Não mais os visto, porque quando vejo um, me lembro das vaias dadas por eles aos colegas cubanos, daquele que “ensinava” o outro como mandar “Dilma” falar com o colega dele a quem conhecemos como Capeta. E ou ainda do silêncio do Conselho dos médicos que nada disse ou comentou sobre as dezenas de mortes provocadas por kits criados, acredito, para matar. Em Manaus e outras cidades.

Mas o que me estarrece de verdade é ver a mídia tradicional  emudecer ante os atos e omissões  do governante-mor do país e sua patota. Ou simplesmente, disfarçar a sua conivência dando manchetes a presidencial picuinha diária, criada exatamente para isso, desviar a atenção do povo do que realmente importa e esta acontecendo: O desmonte de nosso país, o assassinato de dezenas de milhares de pessoas, sob o olhar de indiferença de quem por dever de ofício deveria mostrar o retrato fiel de nossa realidade.

Sofro a cada dia ao ver milhares de crianças, na sua maioria pobres e negra, absolutamente sem futuro. Se hoje já se alimentam , quando tem, de ossos, vísceras de peixes, farelo de arroz e “feijão bandinha”, amanhã nada terão para comer e/ou conquistar, já que a atual política econômica “guedeana” nos deixará como legado, um cenário semelhante ao tão bem retratado pelo escritor e político alagoano Graciliano Ramos em seu “Vidas Secas”.

Mas não, eu tenho o que comer, tenho como assistir o BBB, “A fazenda”, tenho meu templo onde explorar meus seguidores, e qualquer coisa… Vou pra Europa. Afinal de contas, Não tenho nada a ver com isso.