Jair Lambão

jul 20, 2022
Opositores disseram que a cena parece montada (Reprodução/@fabiofaria/Twitter)

 As lambanças de um presidente trescloucado

– Ataíde Santos

 

A inédita reunião  de Jair Bolsonaro com embaixadores de mais de 40 países para falar mal do país que (des)governa pode ter sido a pá de cal em suas pretensões à reeleição.

É notória a incapacidade de Bolsonaro para ocupar o cargo que ocupa. Mas, diferente da capacidade administrativa, está à capacidade ímpar que ele tem de criar confusão e destruir reputações. Que o diga as Forças Armada e o Itamaraty, que segundo analistas, cientistas políticos e embaixadores nacionais e estrangeiros, estes sob sigilo,  foram puxados e agora estão mergulhados até o pescoço no mar de lama que Jair chafurda desde que se candidatou ao cargo maior da política brasileira, ou desde sempre?

O que esperava o Presidente (?) dos embaixadores? Aplausos e aprovação dos convidados representantes dos diversos países do planeta? Argentina e China não foram convidadas. Melhor pra elas, não passar pelo constrangimento de negar os aplausos que Bolsonaro esperou e não veio.

Mas uma coisa Bolsonaro aprendeu: Ernesto Araújo é único, ímpar, sem igual.  Aliás, temos que reconhecer a capacidade de escolha do presidente em escolher “talentos” para lhe auxiliar: Aras, Nunes Marques, Sérgio Camargo, Lira,  Damares (Jesus na goiabeira)  Alves,  Mário Frias, Regina Duarte, Eduardo Pazuello, Milton Ribeiro… Isso para citar só uma mancheia. Mas que esperar do chefe do planalto?

Agora também temos que reconhecer que Jair avisou quem era e o que esperar dele, quando disse que não entendia de economia e que só aprendeu matar, que pretendia matar 30 mil a começar pelo FHC. Conseguiu matar uma inacreditável cifra superior a setecentos mil e aumentando.

Faltou aos debates com alegações mais esdrúxulas.  Não prometeu promover a paz, a fraternidade e o progresso do país. Mas antes metralhar petistas e matar. E tenta, e faz, e mostra a sua especialidade quando manda de volta para Cuba os médicos do Mais Médicos, quando indica à população o uso de cloroquina para cura da Covid-19…

A nação cometeu um grande erro ao eleger Bolsonaro. Mas era ele ou o PT que a mídia em parceria com Sérgio Moro e Deltan Dallagnol convenceu o povo que seria o inimigo público número 1. Deu no que envergonhadamente vivemos.

Foi um erro gigantesco, foi.  Mas vai-se repetir o descalabro de 2018?  Não acredito, nem o próprio Bolsonaro de cima de sua motocicleta nas suas inúmeras moticiatas acredita.

O mundo que atendeu ao chamado de Jair para assistir o show de horrores presidencial aguarda ansiosamente, se ver livre de uma figura que só causa constrangimento por onde passa.

E você?