O ex-ministro José Dirceu destaca que empresários e a mídia tradicional tentam impor um nome para enfrentar o ex-presidente Lula em 2022. “Não há esse nome, nossa direita carece de líderes reais, e lhe falta o essencial: voto. Esse é o real problema da Globo e da elite empresarial”, diz

Em análise publicada no site Poder 360, o ex-ministro José Dirceu afirma que “as recentes declarações de grandes banqueiros e empresários, de economistas escalados pela mídia corporativa como porta-vozes da elite” revelam uma tentativa de impor um único nome para enfrentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. “Não há esse nome, nossa direita carece de líderes reais, e lhe falta o essencial: voto. Esse é o real problema da Globo e da elite empresarial”, diz.De acordo com o ex-ministro, a emissora da família Marinho e empresários “não têm o que apresentar para o povo”. “Fracassaram rotundamente e jogaram o país na sua pior crise social e econômica, ao romper o pacto democrático de 1988 e levar Bolsonaro ao poder. Agora pagam o preço do descrédito popular e rejeição de seus candidatos”, continua.

O ex-ministro destaca que pré-candidatos tidos como opções da chamada terceira via “propõem ao país o mesmo do que estamos vivendo: a continuidade do desmonte do Estado Nacional e das conquistas sociais da Constituição de 1988, um bolsonarismo sem ele e agora sem Guedes pelo visto”.

“Abandonaram rapidamente a prioridade, que é o impedimento de Bolsonaro e a defesa da democracia, para retomar a odiosa guerra contra Lula e o PT, mesmo ao preço do uso e abuso de uma concessão pública de TV, fazendo abertamente política partidária e atuando como ator no processo eleitoral, um ensaio do que pretendem na campanha de 22”.

Segundo Dirceu, “fora o fato de que Lula tem hoje votos para ir ao 2º turno e até vencer no 1º, não ouvimos nada sobre como tirar o nosso povo da tragédia humanitária e nacional em que vivemos”. “Ao contrário, há uma evidente intenção de esconder o lado sombrio da obra do golpe de 2016, o fracasso total dos governos Temer e Bolsonaro no que interessa: o crescimento econômico com distribuição de renda, o combate à miséria e, agora, de novo, à fome, o enfrentamento da emergência climática e social, a crise energética e a carestia que sufoca nosso povo”.