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Quem não gosta de trabalhar, gosta de férias

Por – Ataíde Santos

 

No universo dos maus trabalhadores, é comum a prática do “dando nó”. Isso se diz quando um trabalhador, relapso, irresponsável e inconsequente, sabendo que será demitido, começa o processo de auto afastamento que culminará na sua  demissão. Começa faltar mais assiduamente ao trabalho, prolonga os fins de semana por conta própria e deixa de cumprir as tarefas que ainda lhe competem.

Alguns conseguem atestados médicos, outros os falsificam, cria dificuldades para os colegas de trabalho, quebram equipamento e confunde o patrimônio da empresa com o pessoal e levam para uso pessoa e familiar, bens da empresa, papel ofício, canetas, uniformes… Enfim qualquer coisa que represente prejuízo ao erár… Digo, prejuízo a empresa que o está demitido, que não o quer mais em seus quadros. Chegam até fazerem cirurgias desnecessárias para utilizar o plano de saúde.

Na política brasileira, é também comum que políticos que perderam o cargo, não se reelegeram e ou têm certeza disso, fazer algo semelhante. Aproveitam o tempo que lhes resta no cargo para viajarem juntamente com familiares e amigos por conta do erário. Fazem implantes dentários, retiram furúnculos  e fazem até cirurgia de hemorroidas. Mesmo que não a tenha.  O intuito é dar prejuízo. E se puder vender algo da tal empresa, o fará a preço de liquidação. Quer dar prejuízo a quem lhe rejeita.

Atualmente temos visto figuras de projeção na política nacional com procedimento semelhante.

Tiram duas três férias no ano para aproveitar a teta que sabe com certeza não voltará a mamar. E tem aquele que mesmo sem previsão constitucional de férias pelo cargo que exerce, o faz passeando nos balneários por conta do dinheiro do povo e quando perguntado afirma categoricamente que não está de férias, mesmo que seja uma quarta-feira e esteja de bermuda, camiseta e descalço numa praia do nosso lindo litoral nacional.

Não chego a outra conclusão: Está dando nó.