Representantes da cultura apresentaram demandas do setor a Leandro Grass, em encontro no Conic (Foto: Nina Quintana)

Em encontro com lideranças e representantes da cultura nesta semana, o deputado distrital e pré-candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PV), destacou que a política cultural deve ser construída em consonância com outras áreas do Estado. O parlamentar também reforçou seu compromisso com o setor de economia criativa, para o qual destinou mais de R$ 7 milhões em emendas. “Sou músico, gestor e pesquisador da área. Desde que assumi o mandato, a cultura foi uma prioridade”, afirmou.

O evento, entitulado Diálogos Culturais, foi realizado no Conic e reuniu produtores, artistas e outros representantes do setor em um bate-papo para coletar ideias e soluções que beneficiem a cidade e toda a cadeia criativa. “Que essa ferramenta chamada arte e esse passaporte de humanidade chamado cultura estabeleçam uma relação de verdade entre as pessoas, a sociedade e os poderes”, desejou Rênio Quintas, artista e membro do Fórum de Cultura.

Entre os depoimentos, houve críticas ao atual governo por privatizar espaços de exibição de arte e bloquear recursos para as produções locais. “Precisamos fortalecer o cumprimento da Lei Orgânica da Cultura e o respeito à destinação das verbas, pois temos visto uma farra com os recursos públicos na cidade”, salientou a integrante do Conselho de Cultura do DF Neide Nobre. “A extrema direita sempre coloca a guerra cultural como eixo central de suas políticas e nosso desafio no DF e no país é fortalecer esse setor que foi desmontado nos últimos anos”, reforçou o secretário de cultura do PT-DF, Yuri Soares. “Temos que ocupar com arte os espaços públicos e as passarelas subterrâneas da cidade”, sugeriu Jean Cunha, pré-candidato a deputado distrital pelo PV.

Leandro Grass lembrou que, além da pandemia, a área enfrentou outras grandes dificuldades no DF nos últimos anos. “Um grande golpe foi a tentativa do governo de suspender o repasse a 269 projetos selecionados pelo FAC, o que só foi impedido depois que acionamos o Tribunal de Contas”, relatou. Buscando impedir novos ataques ao setor, em seu mandato, o deputado apresentou 19 requerimentos, 25 indicações, seis ofícios e duas representações sobre o tema ao governo ou aos órgãos de fiscalização.

“A política cultural tem sido atrapalhada pela política institucional e pelas lideranças políticas que, nesses últimos anos, não entenderam o valor da cultura no processo do desenvolvimento sustentável e na garantia de outros direitos e não entenderam a transversalidade como uma política que dialoga com outras áreas importantes da sociedade e do Estado”, concluiu Leandro Grass.