Cerimônia de premiação do 54ª Festival de Brasília do Cinema Brasileiro acontece nesta terça-feira

 

Público poderá acompanhar encerramento a partir das 20h, pela internet. No total, 46 Troféus Candango serão distribuídos, além de prêmios técnicos e especiais

 

Por Richard Assis*, g1 DF

Andre Borges/Agência Brasília

Na noite desta terça-feira (14), acontece a cerimônia de premiação da 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB). O encerramento será transmitido gratuitamente, a partir das 20h, na plataforma InnSaei.TV, e ficará disponível até a meia-noite.

A cerimônia será apresentada pelos atores Murilo Rosa e Maria Paula Fidalgo. Ao todo, 46 Troféus Candango serão entregues aos filmes que participaram das Mostras Competitiva Nacional e Brasília, além de prêmios especiais e técnicos (veja mais abaixo a lista completa de filmes concorrentes e prêmios).

Murilo Rosa e Maria Paula Fidalgo comandam a noite de encerramento do 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro — Foto: Paulo Cavera/Divulgação

O convidado especial da cerimônia é o cineasta Divino Xavante, realizador do filme de encerramento ‘Abdzé Wede´Õ – Vírus não tem cura?’. O documentário aborda o impacto da pandemia de Covid-19 na nação Xavante, uma das populações indígenas mais atingidas pela doença no país

  • Assistaaqui Abdzé Wede´Õ – Vírus não tem cura?’

O 54º Festival de Brasília também oferece um Candango Especial pelo reconhecimento da obra de Léa Garcia, atriz carioca de teatro e cinema. Aos 88 anos de idade, ela completa 70 anos de carreira.

Premiação

 

Desde a 50ª edição, o Festival de Brasília reformulou sua política de premiação, substituindo valores em dinheiro, que eram concedidos apenas aos vencedores, por cachês de seleção igualitários distribuídos para todos os filmes participantes do festival.

Neste ano, longas da Mostra Competitiva Nacional recebem R$ 30 mil, curtas da Mostra Competitiva Nacional R$ 10 mil, longas da Mostra Brasília de Cinema Candango R$ 15 mil e curtas da Mostra Brasília levam R$ 5 mil.

Além do Troféu Candango para os filmes premiados, o festival homenageia o caderno de cultura do Correio Braziliense, com o Troféu Saruê ao “grande “acontecimento” de cada edição do festival, e concede o Troféu Canal Brasil a um curta-metragem escolhido pelo júri do canal parceiro.

A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) premia o melhor longa e melhor curta-metragem da Mostra Competitiva. Com o Prêmio Marco Antônio Guimarães, o Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB) reconhece o título que melhor utiliza material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro. Já o Prêmio Cosme Alves Netto é entregue pela Anistia Internacional Brasil à produção que mais se aprofunda nas agendas dos direitos humanos.

O festival distribui, ainda, o Prêmio Técnico Edina Fujii, que consiste na concessão de recursos em locação de equipamentos de luz, acessórios e maquinários ao Melhor Curta da Mostra Competitiva pelo Júri Popular (R$ 15 mil), e aos Melhores Longa e Curta da Mostra Brasília pelo Júri Oficial (R$ 25 mil e R$ 10 mil, respectivamente).

Filmes que concorrem na Mostra Competitiva Nacional

 

‘Filhos da Periferia’ (DF), curta de Arthur Gonzaga, concorre nas duas mostras competitivas do festival. — Foto: Taís Castro/Divulgação

Nas Mostras Competitivas Nacional e Brasília, são premiados os Melhores Curtas e Longas pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular, Atriz e Ator, Fotografia, Direção, Roteiro, Direção de Arte, Montagem, Som, Maquiagem e Figurino, além de os Melhores Filmes com Temática Afirmativa.

Confira a lista de longas da Mostra Competitiva:

  • ‘Acaso’ (DF), de Luis Jungmann Girafa
  • ‘Alice dos Anjos’ (BA), de Daniel Leite Almeida
  • ‘De onde viemos, para onde vamos’ (GO), de Rochane Torres
  • ‘Ela e eu’ (SP), de Gustavo Rosa de Moura
  • ‘Lavra’ (MG), de Lucas Bambozzi
  • ‘Saudade do Futuro’ (RJ), de Anna Azevedo

Confira a lista de curtas da Mostra Competitiva:

  • ‘Adão, Eva e o Fruto Proibido’ (PB), de R.B. Lima
  • ‘Cantareira’ (SP), de Rodrigo Ribeyro
  • ‘Chão de Fábrica’ (SP), de Nika Kopko
  • ‘Como respirar fora d’água’ (SP), de Júlia Fávero e Victoria Negreiros
  • ‘Da boca da noite à barra do dia’ (PE), de Tiago Delácio
  • ‘Deus me Livre’ (PR), de Carlos Henrique de Oliveira e Luis Ansorena
  • ‘Era uma vez… uma princesa’ (RS), de Lisiane Cohen
  • ‘Filhos da Periferia’ (DF), de Arthur Gonzaga (selecionado também para a Mostra Brasília)
  • ‘N.F. Trade’ (DF), de Thiago Foresti
  • ‘Ocupagem’ (SP), de Joel Pizzini
  • ‘Sayonara’ (SP), de Chris Tex
  • ‘Terra Nova’ (AM), de Diego Bauer

Filmes que concorrem na Mostra Brasília

 

O longa ‘Acaso’ (DF), de Luis Jungmann Girafa, concorre nas duas mostras competitivas — Foto: Luis Jungmann Girafa/Reprodução

Entre os curtas que competem na Mostra Brasília estão quatro ficções e quatro documentários:

  • ‘A Casa do Caminho’, de Renan Montenegro
  • ‘Benevolentes’, de Thiago Nunes
  • ‘Cavalo Marinho’, de Gustavo Serrate
  • ‘Ele tem saudade’, de João Campos
  • ‘Filhos da Periferia’, de Arthur Gonzaga (selecionado também para a Mostra Nacional)
  • ‘Tempo de Derruba’, de Gabriela Daldegan
  • ‘Tinhosa’, de Rafael Cardim Bernardes
  • ‘Vírus’, de Larissa Mauro e Joy Ballard

Os longas selecionados para a mostra local são:

  • ‘Acaso’ (ficção): de Luis Jungmann Girafa (selecionado também para a mostra nacional)
  • ‘Advento de Maria’ (ficção): de Vinícius Machado
  • ‘Mestre de Cena’ (documentário): de João Inácio
  • ‘Noctiluzes’ (ficção): de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório

Sobre o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Artistas se reúnem próximo à piscina do Hotel Nacional de Brasília em uma das edições do tradicional Festival de Cinema — Foto: Secretaria de Comunicação Social/Arquivo Público do DF/Reprodução

O Fest Brasília é o festival de cinema mais longevo do país, sediado no histórico Cine Brasília. Embalado pela novidade do Cinema Novo, movimento audiovisual brasileiro interessado em abordar temas sociais e subverter a estética “pasteurizada” dos filmes hollywoodianos da época, a primeira edição do festival aconteceu em 1965, por iniciativa de docentes da Universidade de Brasília (UnB) – entre eles, o professor de cinema Paulo Emílio Sales Gomes.

Com o tema ‘O cinema do futuro e o futuro do cinema’, a edição deste ano debateu a desigualdade social e as perspectivas para o setor audiovisual após quase dois anos do início da crise sanitária mundial.

Segundo a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, o 54º FBCB contou com orçamento de R$ 2 milhões, e não houve captação de recursos privados.

*Sob a supervisão de Maria Helena Martinho