Especialistas do setor dão dicas para para evitar golpes virtuais, conheça o ‘phishing’, um tipo de fraude crescente no setor

 

Rafaella Balieiro*da CNN

e-commerce brasileiro fechou 2021 em alta, segundo o levantamento da empresa especializada em segurança e monitoramento on-line, a Neotrust. As vendas virtuais atingiram níveis históricos no acumulado do ano passado e totalizaram mais de R$161 bilhões movimentados.

O ticket médio das compras no país também cresceu, segundo a Neotrust. Já no primeiro trimestre de 2021, o valor fechou em R$ 447,90, o que corresponde a uma alta de 9,4%, em comparação ao mesmo período de 2020. No acumulado do ano, o valor subiu ainda mais, atingindo a casa dos R$ 455 por compra.

Ao todo, a Neotruste afirma que o país registrou mais de 353 milhões de entregas de compras on-line ao longo de 2021, um aumento de 169% em relação ao ano anterior.

Apesar de o cenário ser positivo para as vendas, o consumidor precisou enfrentar um problema: falta de segurança das compras on-line. Segundo a ClearSale, empresa de soluções antifraude, as tentativas de golpe tiveram um aumento de 74% em 2021.

O “Mapa da Fraude”, divulgado na quarta-feira (2) pela empresa, apontou que foram evitados em 2021 quase R$ 6 bilhões em compras virtuais que seriam fraudulentas. Para o head de Estratégia de Mercado da ClearSale, Marcelo Queiroz, esse crescimento no número de tentativas de fraude é proporcional à ampliação do total de vendedores no ambiente virtual.

Para que o consumidor se proteja, o especialista recomenda um comportamento desconfiado do consumidor: que evite links de origem desconhecida e use senhas fortes, nada óbvias, em sites de compras. Queiroz ainda alerta para um antigo golpe que segue em circulação, principalmente em aplicativos de mensagens: o “phishing”.

“O phishing nada mais é do que o meio que os fraudadores mais utilizam para roubar senhas e dados de contas. A dica é se realmente precisar do item no link em questão, vá até a página da loja e compre por lá. Isso evita que você caia em páginas falsas, pague pelo produto e nunca receba”, completa o especialista.

O cartão crédito foi a forma de pagamento preferida pelos fraudadores. Durante a análise, a empresa examinou de mais de 370 milhões de transações virtuais realizadas no país.

*Sob supervisão de Stéfano Salles