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Brasil em uma viagem surreal

 

Não cansamos de falar do “Não é pelos 20 centavos”. Se foi movimento espontâneo ou não, fato é que  à partir dali se instalou o inferno (astral) no Brasil.

Foi desde aquele movimento que as ratazanas “confundiram liberdade com libertinagem”.

E em nome do republicanismo, a titular do Planalto, Dilma Rousseff, proferiu a frase que mostrou o que era ser um político democrático, nobre, sério, honrado: “Prefiro o barulho das ruas, ao silêncio das masmorras”. E deixou que a sociedade enceguecida pela mídia e apoiada por membros do judiciário, e legislativo que na busca de holofotes, capas de revista e seus 15 minutos de fama. Isso sem contar os que, dizem, recebiam em benefício$, e para, supomos, esconder as próprias mazelas, bradavam na mídia e pelas ruas, cobrando da presidenta a moral que ela era portadora, mas que eles escondiam e que eles próprios jamais alcançaram.

E deu no que sabemos. Derrubaram uma presidenta honesta. Nada há que a desabone. E fizeram ascender um vice-presidente a quem a própria insignificância incomodava. Mas ardiloso e como Brutus, apunhalou pelas costas a quem lhe deu um mínimo de projeção nacional e internacional. Surge na cena Michel Temer, para como marionete, em seus poucos meses de “mandato” iniciar o processo de desconstrução da sexta maior economia global.

A traição, a perfídia estava instalada na nação, como disse época o senador Romero Jucá “Com STF com tudo”. E desembocamos no pior governo da história do país. O governo Jair Messias Bolsonaro.

Se dúvidas já pairavam sobre o povo de “como será o amanhã”, elas se confirmaram com a instalação do atual governo.

O “Nós e eles” que se inicia com a lorota, “Não é pelos 20 centavos”, evoluiu para o Nós e eles, do antipetismo, pintado com as cores do anticomunismo, que levou o povo a ponto de agredir a quem simplesmente vestia uma roupa vermelha ou no caso dos homens, cultivassem uma barba. Agressões verbais e físicas não era mais fato estranho.

E chega Bolsonaro com apologia às armas, e a falta de civilidade, o preconceito e o racismo. Esse modelo toma conta das ruas. Ninguém mais tem tranquilidade ao ir e vir; poderia ser atacado a qualquer momento por alguém que lhe mandaria ir para Cuba ou Venezuela. Nunca pra China ou Rússia.

Mas como “Desmantelo na casa de pobre só presta grande”, vimos  Bolsonaro chegar ao Planalto arrastando consigo tudo e todos que mostraram o que de pior tem o Brasil.

Para culminar, aparece o covid,  separando ainda  mais o povo e semeando a morte de parentes e amigos. (Curioso é que nem o presidente ou seus familiares foram contaminados pelo vírus, porque será?) Como consequência dessa balbúrdia, lotam-se as clínicas de psicologia  e hospitais psiquiátricos.

As incertezas, medos, falta de expectativas, violência exacerbada, crimes diversos, fazem-nos pensar e nos perguntar: Até quando? Não confiamos mais no executivo, legislativo e judiciário. Tampouco em padres, pastores, pais de santo… Como acreditar nos médicos que expulsam do país colegas que aqui vieram suprir a necessidade da população desassistida, tudo por ideologia? Em quem acreditar? Só nos resta                         papai do céu.

E o corona vírus?  Não está sendo tão eficiente quanto deveria… Que o diga Bolsonaro.