Podemos pretende destinar apenas 10% seu fundo partidário para a eleição presidencial

 As pesquisas eleitorais que demonstram uma eleição polarizada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro já provocam crise interna no Podemos e podem acarretar a desistência do ex-juiz suspeito Sergio Moro, que destruiu os empregos de 4,4 milhões de brasileiros e depois ficou milionário. “Moro (Podemos) estagnou nas pesquisas, enfrenta dificuldades para atrair alianças e vive uma disputa interna por dinheiro para sua campanha. Em conversas reservadas, o ex-ministro demonstra preocupação com esse cenário, o que faz aliados cogitarem que ele pode desistir da campanha”, escrevem os jornalistas Raphael Di Cunto, Marcelo Ribeiro e Isadora Peron, no Valor Econômico.

O ex-juiz parcial refuta a possibilidade de desistir, mas o cenário é delicado. “O partido esperava atrair deputados federais, senadores e pessoas de fora da política que quisessem ser candidatas, mas até o momento, a sigla deve filiar apenas o deputado Kim Kataguiri (UB-SP), do Movimento Brasil Livre (MBL), na janela de março. As negociações com outros deputados, como Alexis Fonteyne (Novo-SP) e Alex Manente (Cidadania-SP), não prosperaram. A sigla também esperava fechar alianças com Cidadania, Novo, Patriota e União Brasil (fusão entre DEM e PSL). A federação entre Cidadania e PSDB, aprovada sábado, tira a legenda das negociações – a opção por federar com o Podemos teve apenas 14 votos entre 110 dirigentes”, escrevem.

“A frustração das alianças causou outro problema, a falta de estrutura para uma campanha nacional e dinheiro. O Podemos terá pouco tempo de propaganda na TV e apenas R$ 170 milhões do fundo eleitoral. A disputa por dinheiro é o que mais preocupa o núcleo duro da campanha, segundo fontes. Presidente do Podemos, a deputada Renata Abreu (SP) prometeu apenas de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões para a campanha presidencial, para poder honrar compromissos com os candidatos à Câmara, ao Senado e aos governos estaduais, o que o ex-juiz achou muito pouco”, revelam os jornalistas.