Um dia desses, dia comum como tantos outros, conversava com um amigo evangélico e em certo momento da prosa chegamos à política local. Estávamos à beira de uma eleição e Rodrigo Rollemberg era o governador do Distrito Federal  disputando a reeleição. O meu interlocutor dizia: “A coisa mais fácil do mundo é você convencer o público evangélico a fazer o que você quer. Basta falar que foi Deus quem mandou. Por exemplo: Se Rollemberg quiser se reeleger basta conversar com alguns pastores, fazer uma “doação” para conseguir espaço no púlpito e de lá disparar: “Na noite que passou Deus falou comigo e me disse para estar aqui  agora com vocês. Diz Ele, (Deus) Vai lá e fala com o meu povo que te escolhi para atender os pedidos deles. Por isso aqui estou, para ouvi-los.” -Não vai prometer nada, vai ouvir uma meia dúzia e o pastor apascentará o restante dizendo que nos próximos dias levará ao governador as demandas do restantes. Pronto. Tá resolvido. Farão o que o pastor disser. Eu inocentemente perguntei:

-Meu amigo, é mesmo assim?

-Claro! Respondeu-me entusiasmado. Fazem que  o pastor disser.

-Esse povo não pensa nem um pouquinho?

-Se pensassem não estariam lotando as igrejas. – Percebi que o “religioso” sequer enrubesceu ao me confidenciar tal situação, corriqueira nas diversas denominação das infindáveis agremiações “gospel”.

Porque desse papo hoje? Você caro leitor deve estar se perguntando, esclareço: No início dessa semana, as redes sociais mostrou exaustivamente uma entrevista da à Leda Nagle pelo pseudo pastor e hoje empresário da religião Silas Malafaia. Onde ele arrota  arrogância, petulância, absoluto desrespeito as leis e declara abertamente que todos os impropérios que vocifera em comícios, entrevistas e lives. O que  faz confiante por se acreditar escudado pelos seus seguidores. Aí eu lhe pergunto, sim, a você que deixa sua casa e sua família, seus amigos e afazeres diversos para atender a trombeta  do Malafaia e de seus assemelhados. Que pensa você estar conquistando além do convite diário de “plantar sua semente de 500, mil, dois ou dez mil reais?”

Com certeza amigo religioso, você já leu na bíblia a passagem  sobre os vendilhões do templo, se naquela época negociavam animais, hoje negociam o nome de Deus. Hoje negociam sua igreja, seu templo de “porteira fechada”. Vendem sua presença em manifestações, em defesa desse e em acusação daquele. Tudo devidamente negociado em nome de Deus.

Diz que fé não se  mede. Mas inteligência, sim. Amor próprio, autoestima e fraternidade são necessárias para a boa convivência.

Deixo a você, para finalizar esse nosso de dedinho de prosa  a seguinte questão:

Qual seu prato predileto e/ou qual o prato que lhe dará mais energias para a luta cotidiana:

  1. Arroz, carne salada e feijão;
  2. Osso, feijão bandinha e pelanca;
  3. Osso, pelanca e fuzil.

N.B – Rollemberg não fez o sugerido e não foi reeleito.